Fabiana Lopes Coelho Fabiana Lopes Coelho

Honraria.

Biografia de metade dos escritores portugueses: “Anda um homem* a vida toda a tentar ser importante, e diversão, que é boa, nada.”

Como gosto muito de dar conselhos, vou oferecer-vos mais um: honrarias são miséria para o espírito. Quanto mais as temos, menos nos sentimos. Se não é por prazer ou dinheiro que escrevem, deixem-se disso.

Em vez de andarem à esmolinha de venerações, gastem o tempo a fazer coisas que deveras gostem, e tratem as pessoas genuinamente bem. Depois, enviem-me uma carta de agradecimento a dizer “Ah! Afinal, era isto!”, que não lerei, porque o que me diverte é dar conselhos, não que os ouçam.

*Eu sei, eu sei, mas não ficava bem.

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Encher de letras.

Por mais livros que saiam sobre como escrever, não há outra resposta que ler e sofrer.

Quando um aluno me diz que não consegue escrever um texto, mando-o logo sofrer. Porque ler ele já sabe.

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Desassossego

Acabo de receber esta mensagem de um amigo: "Vives desassossegada e escreves para desassossegar". Gosto muito dele mas não tem razão nenhuma. Primeiro, o meu único desassossego é não ter mais tempo para escrever. De resto, acho tudo muito divertido. Segundo, só escrevo para me divertir ainda mais. Desculpem não ter nenhum objectivo altruísta nisto. Mas, só para não dizerem que sou má rapariga, peguem lá uma musiquinha para a tarde de domingo. 

Roberto Carlos, Eu sou terrível.

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